A produção científica e tecnológica brasileira e suas relações com a sociedade:
Ao longo da história a produção cientifica e tecnológica brasileira foi baseada por uma forma acadêmica e internacional de fazer ciência e sofreu com a falta de estabilidade política e o autoritarismo.
A partir de 1950 a ciência e a tecnologia vão ficando mais mecanicistas, desconsiderando os interesses e os hábitos dos diferentes atores sociais e suas relações.
O ensino de ciências está focado em atingir a verdade científica através de determinada maneira de pensar e agir.
A partir de 1950 e durante as décadas de 1960 e 1970 a produção cientifica e tecnológica brasileira esteve basicamente sob o domínio do Estado. Sendo que com o tempo a ciência vai se organizando de outras maneiras e a tecnologia manteve-se sustentada em órgãos setoriais.
“Nesse período, a atividade científica e tecnológica focalizava principalmente os interesses da comunidade internacional e estava alheia a realidade brasileira.”(VARSAVSKY, 1979)
Esse método científico estava baseado na razão instrumental, ou seja, na observação cuidadosa dos fenômenos e na neutralidade do pesquisador, resultando em um conhecimento objetivo, deixando de lado as questões sociais e investindo nas verdades científicas.
A gestão da ciência e da tecnologia ficava a cargo dos cientistas e especialistas.
A partir de 1990 inicia-se a preocupação em relacionar ciência, tecnologia e sociedade.
“A ciência e a tecnologia brasileiras atuais são atividades extremamente eficazes; entretanto é necessário questionar se seus objetivos são socialmente válidos, pois os maiores esforços em pesquisa vem se concentrando em campos demasiadamente desvinculados dos problemas sociais cotidianos.”(DYSON, 1.997)
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