quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Construindo com o aluno


Atividade Proposta:

Diálogos sobre o lixo e suas possíveis transformações. 





                          OBJETIVO:

- Conscientizar os alunos e os pais sobre como tratar o lixo adequadamente 

- Aprensentar as vantagens e os benefícios na reciclagem do lixo

                         METODOLOGIA: 

As obras do artista Vik Muniz e sua proposta de trabalho possibilitou os alunos a vivenciar mais um tipo de experiência de como apoveitar o lixo, e assim puderam fazer suas releituras dos quadros.


A leitura do livro “O mundinho” foi mais uma forma de instrumento para conversar com os alunos sobre o lixo e suas implicações no planeta.

                                     MATERIAIS: 

- tesoura 
- tintas
- cola
- tecidos 
- papelão
- embalagens
- caixas de ovo

A formação de professores de ciências no Brasil


Nos últimos 30 anos, a formação de professores vem superando uma visão técnica a respeito da atividade docente. 

Nos anos 60 a 80, o professor de ciências teve seu papel reduzido a simples execução de  tarefas programadas e controladas, onde o aluno deve memorizar o conteúdo dado. A disciplinaridade cientifica possibilitou a criação de currículos fragmentados e a especialização de saberes, de material didáticos e da formação do docente.

Em 68, a lei n 5.540/68, restruturou o ensino universitário, possibilitou a criação dos institutos que ficaram responsáveis pela formação de professores de ciências. 

Na década de 60, com a chegada das teorias construtivistas de Piaget, a imagem do professor de transmissor de informações foi substituída pela de orientador de experiências educativas. 
Na primeira metade dos anos 70, a experimentação, a racionalização, a exatidão e o planejamento eram as principais questões na formação dos profissionais. Já em meados para o final dos anos 70, especialistas e pesquisadores em educação passam a criticar a formação oferecida aos professores,dando origem a um movimento de oposição e rejeição aos enfoques técnico e funcionalista. 

No final dos anos 70 e início dos 80, o ideário pedagógico mundial atingiu um significativo nível de qualidade e multiplicidade, após o surgimento da teoria crítica. 
Nos primeiros anos da década de 80, as políticas educacionais orientavam a formação do docente no sentido de garantir a qualidade do ensino a ser desenvolvido nas escolas. Nesse momento, a educação tinha o papel principal em buscar a superação do autoritarismo vigente desde o golpe de 64, e da redemocratização do país. 

Em 80, o Comitê Nacional Pró - Formação do Educador iniciou um movimento pela reformulação dos cursos de formação de professores. Em 83, o MEC criou a Comissão Nacional de Reformulação dos Cursos de Formação do Educador ( CONARCFE). 

Na primeira metade dos anos 80, os debates sobre a formação do docente sugeriam que o professor deveria concientizar-se a respeito da função da escola na transformação da realidade social dos estudantes e das articulações da prática educativa com a prática social mais ampla. Os cursos de formação deveria ressaltar o ato de educar sobre o ato de ensinar.  A imagem do educador dos anos 80 se opôs a imagem do técnico da educação dos anos 70. 

Nos meados dos anos 80, as discussões sobre a formação de professores passaram a incorporar a relação teoria-prática. A formação passou a ser vista segundo uma perspectiva multidimensional, onde deveriam estar integradas as dimensões humana, técnica e político-social. 

No final dos anos 80 e no inicio dos anos 90, mudanças ocorridas no cenário internacional interferiram no pensamento educacional brasileiro, deixando  vigente  a necessidade de incorporar visões micro e macro-sociais nos processos de formação docente e de possibilitar a formação do professor reflexivo e pesquisador de sua própria prática educativa.  



As Influências

As influências do desenvolvimento científico e tecnológico e do ideário educacional sobre o ensino de ciências:


Em 1960 chegam ao Brasil as teorias cognitivistas, que consideravam o conhecimento como um produto da interação do homem com seu mundo  e enfatizavam os processos mentais dos estudantes durante a aprendizagem.
Somente em 1980essas teorias passam a influenciar o ensino de ciências.

Valorização da aprendizagem pela descoberta ; o desenvolvimento de habilidades cognitivas; sugestões para que os estudantes lidassem diretamente com os materiais e a realização de experiências para o aprendizado significativo, e mostrando que o papel  do professor é de orientador /facilitador.

Em 1964, o Sistema Educacional Brasileiro entra em crise ...


Convênio Agência Internacional USAID, que preconizava que o governo brasileiro deveria trabalhar conteúdos e métodos de ensino para que a formação científica fosse mais eficaz, segundo os interesses do governo estadunidense.

Em 1970 o Projeto Nacional do Governo Militar preconizava modernizar e desenvolver o país em um curto espaço de tempo, entretanto ao mesmo tempo que a legislação valorizava as disciplinas científicas , na prática elas foram prejudicadas pela criação de disciplinas que pretendiam  possibilitar aos estudantes a entrada no mundo do trabalho. 



A partir de meados de 1980 e durante a década 1990, o ensino de ciências passou a contestar as metodologias ativas e a incorporar  o discurso de formação do cidadão crítico, consciente e participativo.

Vygostsky – Interações – Contexto Social


“As atividades didáticas pressupunham que, com o auxílio do professor e a partir de hipóteses e conhecimentos anteriores, os estudantes poderiam construir conhecimentos sobre os fenômenos naturais e relacioná-los com suas próprias maneiras de interpretar o mundo.”(CARVALHO E GILPÉREZ,1992)

A partir do final dos anos 90 a educação científica passou a ser considerada como uma prioridade para todos, por ser um fator definidor do desenvolvimento do país.

Responsabilização social e ambiental por parte de todos os cidadãos, permitindo uma reconsideração sobre sua visão de mundo, sua confiança nas instituições e no poder exercido pelas pessoas ou grupos, avaliação do modo de vida pessoal e coletivo.




O ensino de Ciências no Brasil




A produção científica e tecnológica brasileira e suas relações com a sociedade:

Ao longo da história a produção cientifica e tecnológica brasileira foi baseada por uma forma acadêmica e internacional de fazer ciência e sofreu com a falta de estabilidade política  e o autoritarismo.

A partir de 1950 a ciência e a tecnologia vão ficando mais mecanicistas, desconsiderando os interesses e os hábitos  dos diferentes atores sociais e suas relações.

O ensino de ciências está focado em atingir a verdade científica através de determinada maneira de pensar e agir.

A partir de 1950 e durante as décadas de 1960 e 1970 a produção cientifica e tecnológica brasileira esteve basicamente sob o domínio do Estado. Sendo que com o tempo a ciência vai se organizando de outras maneiras e a tecnologia manteve-se sustentada em órgãos setoriais.

“Nesse período, a atividade científica e tecnológica focalizava principalmente os interesses da comunidade internacional e estava alheia a realidade brasileira.”(VARSAVSKY, 1979)

Esse método científico estava baseado na razão instrumental, ou seja, na observação cuidadosa dos fenômenos e na neutralidade do pesquisador, resultando em um conhecimento objetivo, deixando de lado as questões sociais e investindo nas verdades científicas.

A gestão da ciência e da tecnologia ficava a cargo dos cientistas e especialistas.
A partir de 1990 inicia-se a preocupação em relacionar ciência, tecnologia e sociedade.
“A ciência e a tecnologia brasileiras atuais são atividades extremamente eficazes; entretanto é necessário questionar se seus objetivos são socialmente válidos, pois os maiores esforços em pesquisa vem se concentrando em campos demasiadamente desvinculados dos problemas sociais cotidianos.”(DYSON, 1.997)