Nos últimos 30 anos, a formação de professores vem superando uma visão técnica a respeito da atividade docente.
Nos anos 60 a 80, o professor de ciências teve seu papel reduzido a simples execução de tarefas programadas e controladas, onde o aluno deve memorizar o conteúdo dado. A disciplinaridade cientifica possibilitou a criação de currículos fragmentados e a especialização de saberes, de material didáticos e da formação do docente.
Em 68, a lei n 5.540/68, restruturou o ensino universitário, possibilitou a criação dos institutos que ficaram responsáveis pela formação de professores de ciências.
Na década de 60, com a chegada das teorias construtivistas de Piaget, a imagem do professor de transmissor de informações foi substituída pela de orientador de experiências educativas.
Na primeira metade dos anos 70, a experimentação, a racionalização, a exatidão e o planejamento eram as principais questões na formação dos profissionais. Já em meados para o final dos anos 70, especialistas e pesquisadores em educação passam a criticar a formação oferecida aos professores,dando origem a um movimento de oposição e rejeição aos enfoques técnico e funcionalista.
No final dos anos 70 e início dos 80, o ideário pedagógico mundial atingiu um significativo nível de qualidade e multiplicidade, após o surgimento da teoria crítica.
Nos primeiros anos da década de 80, as políticas educacionais orientavam a formação do docente no sentido de garantir a qualidade do ensino a ser desenvolvido nas escolas. Nesse momento, a educação tinha o papel principal em buscar a superação do autoritarismo vigente desde o golpe de 64, e da redemocratização do país.
Em 80, o Comitê Nacional Pró - Formação do Educador iniciou um movimento pela reformulação dos cursos de formação de professores. Em 83, o MEC criou a Comissão Nacional de Reformulação dos Cursos de Formação do Educador ( CONARCFE).
Na primeira metade dos anos 80, os debates sobre a formação do docente sugeriam que o professor deveria concientizar-se a respeito da função da escola na transformação da realidade social dos estudantes e das articulações da prática educativa com a prática social mais ampla. Os cursos de formação deveria ressaltar o ato de educar sobre o ato de ensinar. A imagem do educador dos anos 80 se opôs a imagem do técnico da educação dos anos 70.
Nos meados dos anos 80, as discussões sobre a formação de professores passaram a incorporar a relação teoria-prática. A formação passou a ser vista segundo uma perspectiva multidimensional, onde deveriam estar integradas as dimensões humana, técnica e político-social.
No final dos anos 80 e no inicio dos anos 90, mudanças ocorridas no cenário internacional interferiram no pensamento educacional brasileiro, deixando vigente a necessidade de incorporar visões micro e macro-sociais nos processos de formação docente e de possibilitar a formação do professor reflexivo e pesquisador de sua própria prática educativa.
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